Referenciamento para atenção secundária – relato de experiência

Denis Conci Braga, Silvia Monica Bortolini, Samanta Sgarbi Vebber, Gabriele Barazetti, Jéssica Viel

Resumo


Introdução: A medicina de família e comunidade incorpora uma visão mais ampla a respeito da saúde e doença, ocupando-se igualmente de indivíduos, sua relação com os integrantes do núcleo familiar, bem como dos problemas da comunidade. Preconizada pelo SUS, a resolutividade significa a eficiência na assistência integral, contínua e de qualidade à população e na intervenção sobre as causas e fatores de risco.

Objetivos: A partir da premissa que mais resolutivo é o serviço que soluciona maior proporção dos problemas que lhe são apresentados, o objetivo é relatar, dentre todos os atendimentos de uma Estratégia Saúde da Família (ESF), a necessidade de referenciamento para a atenção secundária.

Metodologia ou descrição da experiência: Trata-se de um relato de experiência no município de Água Doce, situado no meio-oeste de Santa Catarina, cuja cobertura da Atenção Básica é de 100% e que conta com duas unidades de saúde. O trabalho foi desenvolvido na ESF Irmã Thereza Uber, cuja abrangência é de 4095 habitantes. Foram considerados todos os pacientes que foram atendidos na ESF durante agosto a outubro de 2013 e que necessitaram de encaminhamento para a atenção secundária. Dentre as atividades da ESF, oito turnos e meio de 4 horas cada, são destinados às consultas clínicas. O restante é destinado às atividades em grupo, visitas domiciliares e cirurgias ambulatoriais.

Resultados: Foram atendidos 1979 pacientes. Destes, houve necessidade de encaminhamento para atenção secundária em 66 casos (3,35%). O sexo feminino correspondeu 77,8% (n= 49). Ao avaliarmos as especialidades encaminhadas observou-se que a maior quantidade de encaminhamentos foi para a ortopedia (n= 14), seguido pela cirurgia geral (n= 7), urologia (n= 6), pneumologia (n= 4), oftalmologia (n= 4), otorrinolaringologia (n= 4), cardiologia (n= 4), neurologia (n= 3), hematologia (n= 3), reumatologia (n= 3), ginecologia (n= 3), dermatologia (n= 3), oncologia (n= 3), psiquiatria (n= 2), cirurgia plástica (n= 1) e proctologia (n= 1). A maior parte dos encaminhamentos foi para especialidades cirúrgicas (n= 37).

Conclusões ou hipóteses: A resolutividade obtida foi de 96,65%, superior à esperada na Atenção Básica. Acreditamos que isto se deva à qualificação e atualização profissional, à longitudinalidade da equipe (há mais de três anos e meio sem mudanças nos seus integrantes) e à disponibilizaçãode recursos diagnósticos que contribuem para a qualidade do atendimento.




Palavras-chave


Serviços de Saúde; Qualidade de Assistência à Saúde; Atenção Primária à Saúde

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