A língua de sinais na promoção da acessibilidade em saúde

Carlos Henrique Rodrigues, Renato Cesar Vaz Guimarães, Kamila Vilela Eiras Rosa e Paiva, Carla Couto de Paula Silvério, Márcio José Alvez

Resumo


Introdução: Atualmente, vemos a intensificação da preocupação com a humanização do atendimento em saúde. Nessa humanização, a comunicação entre o profissional e o usuário do serviço de saúde torna-se um aspecto central ao estabelecimento da interação. Considerando-se isso, refletimos sobre a língua de sinais e seus impactos no atendimento aos usuários surdos e, também, na formação dos profissionais da saúde.

Objetivos: Analisar os impactos da língua de sinais na formação dos alunos do Curso de Extensão Libras e Saúde: acessibilidade no atendimento clínico da Universidade Federal de Juiz de Fora e, por sua vez, no atendimento aos surdos, com base nas determinações do Decreto 5.626/ 2005.

Metodologia ou Descrição da Experiência: Para construir a análise dos impactos do conhecimento e do uso da língua de sinais no atendimento aos surdos e na formação do profissional da saúde, aplicaram-se questionários a alunos do primeiro módulo do curso de Libras e Saúde e a alguns surdos usuários do sistema de saúde e, também, realizaram-se entrevistas com alunos do curso, surdos e com os professores do curso. Os dados dos questionários foram, devidamente, informatizados e categorizados, assim como os dados decorrentes das entrevistas, transcritas e analisadas.

Resultados: Dentre os alunos, 70,45% tiveram o seu primeiro contato com a língua de sinais no curso. Após o curso, a maioria dos alunos começou a ver a surdez como diferença linguística e cultural. Em relação ao atendimento ao surdo, 88,64% mencionaram a língua de sinais como central à interação profissional-paciente; 27,27% citaram relevância do intérprete; e 2,27% indicaram o uso do Português como importante à interação. Vale citar que 93,18% julgaram o curso essencial à sua formação. Os surdos usuários dos serviços de saúde e os professores do curso destacaram os problemas decorrentes do não uso da língua de sinais pelos profissionais da saúde e o despreparo dos locais em recebê-los.

Conclusão ou Hipóteses: A língua de sinais é um dos aspectos importantes à humanização do atendimento em saúde. Embora a língua de sinais não garanta a humanização do atendimento, ela possibilita o acesso dos surdos aos serviços de saúde e, portanto, viabiliza o contato do profissional com o usuário, seja diretamente, com o próprio profissional usando a língua, ou indiretamente, por meio do intérprete.


Palavras-chave


Surdos; Acessibilidade; Humanização

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